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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Greve de polícias: Exército brasileiro na rua após 62 mortes em três dias

Pelo menos 62 pessoas morreram em Vitória, capital do estado brasileiro de Espírito Santo, desde sábado, quando a polícia militar iniciou uma greve em protesto contra a falta de investimento na segurança, levando o exército a sair à rua.

“O Governo [de Espírito Santo] tem vindo a tratar da segurança com desdém, está a precarizar os serviços, não investe na segurança e não dá valor ao pessoal”, disse, na segunda-feira, o presidente do Sindicato de Polícias Civis estadual, Jorge Emiliano Legal, à agência Efe.
Nos últimos três dias houve um aumento da criminalidade, principalmente de “homicídios, roubos e furtos”, os quais resultaram, até ao momento, em 62 mortes, um recorde histórico para Vitória em fevereiro”, afirmou.
Segundo o dirigente sindical, a cidade vive um “verdadeiro caos” no domínio da segurança e os seus habitantes estão nervosos perante os assaltos que têm ocorrido desde que os agentes decidiram entrar em greve.
Desde sábado que familiares dos polícias militarizados, que exigem um maior investimento para garantir o bom exercício das suas funções assim como um “reajuste salarial”, se têm manifestado e impedindo a saída dos agentes e viaturas dos quartéis.
Os familiares dos polícias militares lideram as ações de protesto porque os agentes têm estatuto de soldados e o Código Penal Militar pune com uma pena de até dois anos de prisão a sua participação em greves ou manifestações.
O Ministério da Defesa autorizou o envio de efetivos das Forças Armadas “para garantir a lei e a ordem” na cidade, respondendo a um pedido do governador César Roberto Colnago à Presidência da República.

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